Publicado por: janamenegaz | 15 jan 2012

O Show da Vida

Quantas vezes sentimos algo diferente sobre a vida, sobre a razão de estarmos aqui na face da Terra, vivendo essa vida que levamos?

Parece que surge uma atmosfera que nos envolve em uma aura mágica, como se o segredo da vida estivesse sendo revelado pelo vento que sussurra, pela luz do céu com suas cores, pela dança dos pássaros, pelo movimento oculto em todas as coisas, pelo silêncio. Transcendemos todas as razões e porquês e nos deparamos com algo grandioso. É a própria Vida que se revela!

Sentimos a grandiosidade de um propósito maior a ser cumprido e que, de alguma forma, faremos a diferença na face da Terra. Temos a certeza de que somos o personagem central de uma peça escrita por essa força Estranha que chamamos de Deus. Nestes momentos parece que ele está prestes a nos revelar o que reservou para nós.

Sobre Suas mãos que nos enlevam, contemplamos nossa própria existência. Tudo passa a fazer sentido… A escolha dos nossos pais, o nome que recebemos. Os irmãos ou a inexistência deles. O cônjuge que escolhemos e o filho que nos chegou para ser educado. As brigas, as decepções, as frustrações, os desejos e anseios… Os amigos e amores, as mágoas, os sonhos. A esperança.

A vida se transforma em Vida! Reconhecemos que os acontecimentos mais difíceis da nossa realidade terrena foram cruciais para preparar o espírito e extrair a força interior que nos fez maiores, nos transformou na Essência que fala. Nossas dúvidas, conflitos e dramas foram os momentos em que nosso espírito foi posto em prova para definirmos nosso caráter e nossa índole, extraindo dele a capacidade de amar.

Como pedras preciosas, porém brutas, somos pressionados pelas experiências amargas para que sejamos lapidados e irradiemos luz. Como em uma alquimia celestial que se processa em meio à dor, chegamos ao nobre grau de pureza, em que descobrimos a capacidade de transformar a pedra do sofrimento na jóia da Virtude.

Só então entendemos que este processo de crescimento e fortalecimento são importantes para que sejam revelados a nós mesmos os segredos sobre quem somos e revelemos o “Eu Sou”.

Percebemos que vivemos uma vida com “v” minúsculo, experimentando o amargor de cada grão da Verdade, vivendo cada cena como se fosse um grande ensaio sem saber se existe um grande ato ou quem, enfim, comanda esse show.

Ao sermos tocados por Deus em nosso âmago, nos deparamos com a Verdade. Existe um grande ato e a vida é um preparo para ele. Cada pedra ao longo do caminho serviu para edificar a grande arena deste show que, inconscientemente, aguardamos acontecer.

E quando menos se espera a hora chega. As cortinas se abrem e a Magia começa. O grande momento de cada um sempre chega, e um estado de consciência maior transforma todo e qualquer ensaio na pura expressão do Eu Sou. Todas as peças se encaixam num outro estado de consciência, em que tudo faz sentido. Você descobre qual é o seu verdadeiro papel na face da Terra.

Foi tudo um sonho, ou o sonho começa agora?

“Transcendo o efêmero para tocar a esfera do intangível, do imponderável. Existe agora uma nova razão na minha essência que me impele a transformar tudo à minha volta e dar meu primeiro passo. O Grande Ato começa e eu alinho todos os meus objetivos pessoais aos objetivos dessa Grande Força que me tocou me impelindo à Evolução. Descubro que uma Vida com “V” maiúsculo é possível. Descobri que Eu Existo!

O que eu aprendi? Aprendi que Virtudes e Talentos são Sagrados, por isso não podemos desperdiçá-los com coisas que não nos levam à Ele. Por isso continuarei perseguindo a Verdade, a Bondade e o Amor, que são a pedra fundamental de Sua vontade. E nesse estado de Plenitude, ofereço a Ele meu maior espetáculo na face da Terra: o Existir…

Abri meus olhos e vi a face de Deus. Ele sorri”.

 

Por Janaína de Menegaz e Macedo

Publicado por: janamenegaz | 13 jan 2012

Um poema que, assim, me sai…

Um dia como outro qualquer. As vezes penso que poderia ser melhor. Mas às vezes, vejo, que já é melhor do que muita coisa que já tive.

Assim também é a Vida. Ora sofrida, triste, ora calada e afugentada nas masmorras da traição do nosso dia-a-dia…

Mas enfim, o que é a escolha nossa de cada dia? Um fim de tarde qualquer… um beijo na boca e nada mais!

Pois é, assim também é a traição dos nossos sonhos. Por vezes deixamo-nos contentar com pouco, sabendo que é muito para a ocasião, porém vazia para uma lifetime. Quer saber, acho pouco o tesão que me desejas. Acho pouco suas provas de amor… loucuras de uma paixão qualquer. Sem mais, eu me arrependo. De não ter me entregado, ao menos, aos poucos, os pés. Ao menos, aos poucos, as mãos… Para que me beijasse mais e mais. Vazios. Sem fim, mas sem desilusões…

E agora? O que faço com essa pouca mistura de cores que ficou do nosso caminho? O que faço com as targets do mercado, que nem se quer ousaram abrir mão de seus próprios desejos sem fim de superar as metas previamente estabelecidas? O que faço com essa solidão, com esses vazios que ficam entre um e outro. Na hora da morte ou do amor…

Beleza, é sem fins comerciais. Mas vale a pena dizer tudo o que há pra dizer, sem medo de ser estranhamente mal interpretada! Vazios, dilemas. Morte na certa daquela cor que você me viu. E passou…

E agora, José…? A festa acabou, a pizza esfriou, e você me viu passar mas nada falou! Fugas… Fugas de um derradeiro bom tom, e Vinho, claro.

Estava bom? Assim, nesse tom de ironia tudo fica mais quente. Até seus frios desejos de me ver novamente. Mas nunca mais, digo, nunca, mas… Quem sabe talvez? Um dia eu fui forte, forte assim como uma onça corajosa e acovardada pelo medo da loucura. Loucuras? Na cama… Não, não sou assim tão bem entendida. Sou resolvida na sua santidade, casta, pura e cálida… Pode não acreditar, mas que bom, você não experimentou. Quem sabe poderia ter sido… Talvez. Assim, e não de outro jeito.

Fazia tempo. Fazia tempo que não abria meu coração. Não que seja isso, ou certo de seres Tu. Mas abri-lo para o que viesse, uma inspiração qualquer. Um diálogo de francos ou de bêbados, daqueles que você fala o que souber ou vier, quem sabe. Podia ser! Podia.

Quem sabe agora que você viu sua doce viúva soltar-se no altar, e perambular pela casa sem anseios de se sentir segura ou amada, já que agora finda sua doce trajetória de aliançar-se num amor, ou de outro qualquer. Seria, se não fosse outro e sim, Tu.

E agora, José… agora que a festa acaba, que todos vão embora, só te sobrou sua doce namorada. Aquela das festas enfim, sem fim. Aquela das doces madrugadas, das tristes tragadas na doce amargura do ser que habita em mim, em ti, em porém. A estrada é bela! É doce a cor do Paraíso, é puro esse som da trajetória. Não do homem comum, mas daquele que sabe ouvir o canto dos passarinhos, o Cântico dos Cânticos e ainda assim, meio às loucuras e torturas do mundo, ainda sonha em brincar de um ninho amor. Segurar a mão da donzela e subir pelas escadas com som de Uva, com sabor de Caramelo, e segredos do amanhecer… É assim a triste vida que te prometi lá, lá em cima naquele altar de anjos, antes de escolhermos voltar e viver por esta Terra de homens e de francos… tropeços. Tristeza sem fim, meu amor, tristezas. Évora! Evoai, Baco, evoai!

Quem disse que isso um dia teria fim? Teria. Mas não sabes porquê. Eu sei, e sinto muito em não poder te dizer… mas é bom o que há de vir de mim, de nós, em justa dor, em puro amor.

Choro. Mas não de tristeza vem de mim esse pranto, de proeza desse destino que costura nossas entranhas com fios de ouro e flores de Jasmim. E pétalas de rosas, com seu perfume e seus espinhos – os nossos enganos.

Quero, ainda, te dizer mais uma coisa… Saiba dizer Te Amo para mim ao menos uma doce e sutil temperança de amiúde esperança em nossos seres felizes e contentes diante desse altar, dessa amizade… Espero que consiga, mais uma vez, endurecer sua vontade e malear seu nobre coração.

Assim disse o poeta e bravo Che: “Hai que endurecerse, pero perder la ternura, jamás!”.

Fim.

Por Janaína de Menegas e Macedo

Publicado por: janamenegaz | 27 set 2010

“Deus está vendo tudo e não faz nada”

Da janela de sua casa, morador da Favela Real Parque tenta apagar fogo utilizando um balde. A cena estampada no caderno Metrópole do jornal Estado de São Paulo deste sábado (25) é emblemática: retrata o desespero e a fragilidade do ser humano diante do fogo avassalador, ao mesmo tempo que revela a força e a fé que nos remete àquela metáfora do pássaro que tenta sozinho apagar o fogo na floresta. Mas este pássaro não foi um ato isolado, tampouco estava apenas fazendo a sua parte. Estava salvando o seu pedaço de mundo. O incêndio de sexta-feira (24) foi avassalador. 320 famílias perderam tudo, geladeira, fogão, cama, guarda-roupa. O lugar que chamavam de lar, e em que viveram experiências como família, tornou-se chamas. Hoje o que realmente precisam é de um teto e roupas para se protegerem do frio. “Não acredito que vou ter que começar tudo de novo”, disse um morador, expressando o drama de 1200 pessoas moradoras da Favela Real Parque.

Comentando o fato, o poeta fundador da Cooperifa, Sérgio Vaz desabafou em seu Twitter (@poetasergiovaz): “Revolta! A favela do Real Parque está pegando fogo. Deus está vendo tudo e não faz nada”. Pensei na hora: ‘bem humorado’! Em seguida, refleti sobre o assunto. Deus está em cada um de nós. Somos parte do todo. A vida em sociedade é uma grande teia, como disse o físico PhD Fritjof Capfra em palestra sobre novos paradigmas para uma vida sustentável: “…redes constituem o padrão básico de organização de todo e qualquer sistema vivente. Ecossistemas são entendidos em forma de teias de alimento (redes de organismos); organismos são redes de células; e células são redes de moléculas. Rede é um padrão comum a todo tipo de vida”.

Assim, se uma parte do nosso organismo está doente, o organismo todo pode ficar comprometido. Se a ponta do nosso dedo sofre um corte, sentimos, sangramos. Pode ser um mal pequeno. Mesmo assim precisamos parar e cuidar do ferimento. O mesmo acontece com a sociedade. Todos nós presenciamos cenas de violência, de miséria e de discórdias diariamente. Pela TV e jornais, quando não na esquina de casa e muitas vezes dentro da própria casa. Todos esses acontecimentos se refletem, de alguma forma em nós, nos diversos níveis da vida.

O incêndio na favela, que fica lá do outro lado da minha casa, não é um fato isolado que não reflete em nada na minha vida. Somos parte do todo. E o drama daquelas centenas de famílias, se reflete na minha vida e na vida da minha cidade. Pra não dizer do Estado, país e planeta. Como reflexão, sugiro a leitura da parábola “A ratoeira”, para compreender melhor a conexão de nossas relações em rede.

Acredito que, como parte do todo, não devemos esperar nem pelos governantes, nem que Deus desça sobre a Terra para ver a coisa acontecer. Enquanto centelhas dessa grande teia que é o Planeta Terra, podemos atuar com convicção no nosso dia a dia para imprimir mudanças no mundo, seja nos pequenos papéis ou em grandes atos. Enxergar o que precisa ser mudado, o que precisa ser feito, nos mobilizar e fazer a nossa parte. Que é o que nos cabe. E não é muito: apenas nos conscientizar de que alguém precisa fazer alguma coisa. E sempre existe alguém, solitário, como o pássaro no incêndio da floresta. Existe sempre uma mão solidária, ou “um dedinho de Deus” movendo as pecinhas e fazendo as coisas acontecerem no sentido do bem comum. Alguém se colocou naquela posição de ser tocado pelo dedinho de Deus, alguém agiu com solidariedade, alguém foi o conforto naquela hora amarga. Deus está vendo tudo. Mas nós precisamos ser as suas mãos trabalhadoras. Afinal, até quando ficar esperando que alguém faça alguma coisa? Estamos vendo tudo, e o que fazemos? Paramos para curar as feridas das nossas metrópoles ou passamos reto, acostumados com as condições “que a vida impõe”?

Está na hora da população se mobilizar, se organizar e se envolver nas questões do seu entorno, contribuindo de fato para o crescimento da sociedade tornando-se cidadãos mais esclarecidos e engajados nas causas sociais. Contribuindo para a melhoria da situação vigente. Com mais uma eleição, os santinhos também estão de volta. Não devemos esperar que algum deles seja a salvação para os problemas da sociedade. Acredito pouco nessas eleições, assim como acredito pouco que apenas a política é capaz de solucionar os problemas das metrópoles. Acredito, sim, na capacidade das pessoas de agirem e gerarem mudanças, em transformarem seus bairros e cidades em um lugar melhor para se viver. É preciso dar o primeiro passo em direção a essa mudança. Se Deus está vendo, não devemos esperar que ele faça alguma coisa. Nós somos os dedinhos de Deus e podemos ser suas mãos, transformadoras e curadoras.

Parábola “A ratoeira”

Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua mulher abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira. Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos: “Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa.”

A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:

– Desculpe-me sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato repetiu a história ao porco.

– Desculpe-me sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se à vaca e repetiu a história.

– O que sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia. No escuro, ela não viu que a ratoeira prendeu a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher. O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que, para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá- los, o fazendeiro matou o porco. Como a mulher não melhorou, muitas pessoas vieram visitá-la. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar toda aquela gente.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se: quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

Publicado por: janamenegaz | 3 set 2010

Pegue um ônibus e chegue a Embu das Artes

Atravessei a rua, ouvi o sino da Igreja da Consolação tocar. Passei por um grupo de fotógrafos na Ipiranga para chegar ao ponto de ônibus, enquanto um outro grupo do outro lado da rua, estava parado na esquina observando os prédios.

Não demorou para o intermunicipal até Embu chegar. Um trajeto de menos de uma hora e  R$5,40 de passagem. Lá ainda precisei pegar uma Van (R$1,90) para chegar até o centro. Mas se você optar por outros ônibus intermunicipais que saem da Cardeal Arcoverde e da Teodoro Sampaio, você paga menos de R$3,00 e eles te deixam no Centro das Artes de Embu.

Cheguei ao Centro e para começar a caminhada tomei uma água de Coco numa das várias barracas que oferecem bebidas naturais, de frente para o rio da cidade, com uma queda d’água.

Muito bem organizada, apesar de estar bastante cheia, a Feira de Artes de Embu se assemelha à Praça da República de São Paulo, com exceção de que em Embu existem inúmeras Galerias de Arte e lojas em arquitetura histórica vendendo todo tipo de artigos: quadros, cerâmicas, móveis, tapetes, e artesanatos de todo Brasil, inclusive de fora do País. Nas ruas, muitas barracas expondo artigos de couro, bijuterias, plantas, roupas, esculturas e tudo o mais. Também se encontra artistas esculpindo, pintando, desenhando retratos e caricaturistas, além de músicos e estátuas vivas em suas performances.

 

Em algumas horas é possível visitar todas as ruas e lojas, mas reserve um tempo a mais para aproveitar um bom papo com amigos nos restaurantes e bares com música ao vivo. Este domingo o tempo contribuiu para ter muita gente animada num clima descontraído. Um lugar me chamou a atenção, era o Empório e Café São Pedro, que fica juntamente com um antiquário, localizados na Viela das Lavadeiras, uma passagenzinha estreita e extremamente atraente. Era um bom músico, uma boa música e um lugar agradável para aproveitar a tarde a R$10,00 o couvert artístico.

Coisa interessante e agradável você encontra por vários cantos da Feira de Embu. Em especial gostei muito do trabalho dos pintores, é possível encontrar quadros de muito boa qualidade por lá, inclusive sob encomenda. Já quase indo embora, encontrei alguns músicos de rua se apresentando numa das laterais do Centro de Informações ao Turista, eram músicos multi-etnicos: Brasil, Peru, Argentina, que formam o grupo Palimpsesto, que quer dizer “Pergaminho manucrito medieval que, por raspagem, se fazia desaparecer a primeira escrita para nele escrever uma nova mensagem em linguagem atualizada”. Tocam músicas “Dos Andes aos Alpes”, como dizia no CD, o que pode não ser de gosto popular, mas o grupo tocava com alma e eu fiquei ali saboreando aquele momento antes de deixar Embu.

Os visitantes são muito tranqüilos, o que deixa a Feira ainda melhor para casais e famílias, além de ser muito bem freqüentada por decoradores e também estrangeiros, como alguns que encontrei pelas galerias. Anotei muitas lojas que os artigos me interessaram e certamente voltarei para compras. Recomendo.

Publicado por: janamenegaz | 27 mai 2009

Mar e amor, Maria a amar

Mar

Maria vive. Ela vive e é livre por amor

Maria ama. E amar pra Maria não é segredo

Ela ama intensamente e vive por amor

 

Assim, Maria a amar encontrou o mar

Para Maria, amar é puro mar de rosas

O mar e Maria amaram-se

 

Maria se esbalda nesse mar de amar

Mas amar é coisa da vida e de quem vive

E Maria não ama por amar

 

Amar e amor são Maria

Mas Maria não ama o mar mais do que amaria o amor

Maria simplesmente ama

 

Mar e amor encontraram-se

Amando, unificaram-se

E Maria a amar ia junto com mar e amor

Publicado por: janamenegaz | 19 mai 2009

Esperança

Caminho de Sol

 

Ah, como eu adoro a esperança!
Com todo o seu sabor de novo, de renovação, de amanhecer
A esperança tem o gosto bom da novidade
Vem correndo assim no paladar seus variados aromas
De novas expectativas, de novos sonhos, de amanhecer. 

Ah, a esperança, como eu sinto o seu aroma!
Um cheiro bom de surpresa que nos guarda o ‘porvir’
Esperamos esperançados pelo novo com paciência e feliz expectativa
Aguardamos o que ela nos traz e sabemos esperançosamente que é algo bom. 

A esperança nos diz: “Aguarde e verás”
Enquanto a falta dela sempre espera “ver para crer”.
A esperança põe movimento na espera
Porque a esperança não é uma espera parada, é esperANÇA
É espera com ação, com mudança. 

Quando esperamos com esperança, esperançamos
Esperançar gera impulso, nos dá força para sairmos do atoleiro
Quando esperançamos encontramos o ponto de apoio, o empurrãozinho
E reconhecemos as mãos amigas.

Quando esperançamos, olhamos para cima e encontramos respostas
Colorimos com luz o fim do túnel e para lá caminhamos
É a esperança que nos faz caminhar e acionar a roda da fortuna
Daí seu poder de renovação  e transformação.

 A esperança nos faz capaz de ver tudo novo de novo
Apesar de estarmos entre os cacos da desilusão, ou com a ferida aberta
Apesar de carregar no peito a dor e no rosto as lágrimas
Quando a esperança entra em cena, ela nos diz que tudo passa, a dor e a lágrima. 

Seja um lar desfeito, seja um rompimento, sejam perdas e descontentamentos
Sabemos que tudo passa e que o amanhã virá
No rosto nasce também o sorriso, e cantamos com os olhos cheios de lágrimas.
É assim, a esperança movimenta e a vida se transforma.

Publicado por: janamenegaz | 19 mai 2009

Agradecimentos públicos

Tá aqui mais um texto que eu gostei: “A sorrir“, no mesmo Sobrenome Projeto.

Isso que eu chamaria de verdadeira esperança, entrar no clima do Cartola, reconhecer mais uma vitória e, não bastando, fazer a felicidade do outro. Não é lindo isso?

Helga, você me inspira.

Voltei a sentir aquele comichão… Acho que estou voltando a escrever… rs

Obrigada.

Publicado por: janamenegaz | 19 mai 2009

Lembrei da raiva, aquela com unhas bem vermelhas

Hoje li um texto que me fez lembrar da raiva… 

Mas dela não ficou nem o perfume, só a lembrança, porque hoje estou muito feliz.

No final da leitura simplesmente sorrio me lembrando do dia em que a ela passou por aqui, com suas unhas bem vermelhas.

O texto é de uma amiga da oficina de contos Letra Livre, que comecei a fazer na Casa das Rosas. Chama-se “A raiva é um sentimento de unhas bem vermelhas”, em Sobrenome Projeto (o blog é muito bom, por sinal).

Passe por lá e veja se você também se lembra dela.

Publicado por: janamenegaz | 17 ago 2008

CECÍLIA STACIARINI – ARQUITETURA DA BELEZA

Cecilia

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Cecília Staciarini iniciou carreira de modelo ainda bem nova, como a maioria das modelos, mas diante da dúvida “seguir a carreira de modelo e seguir com os estudos em uma faculdade”, ela preferiu concluir os estudos e só se dedicar à carreira de modelo somente após se formar em Arquitetura. Decisão que afirma não ter sido difícil nem um grande dilema.

“Nunca foquei minha vida nisso (em ser modelo) porque sempre estudei. Pra mim sempre foi um paralelo a outras coisas que eu buscava”, conta a bacharel em arquitetura.

Mas apenas o diploma de um curso superior não foi suficiente. Foi para Barcelona, na Espanha, para fazer especializações na área e só aí que voltou a modelar novamente, pois essa atividade que considera paralela a ajudou a se manter no exterior.
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“Fiquei quase dois anos pra fazer uma especialização em comunicação visual (…) fiz alguns cursos de verão no IED (Instituto Europeo di Design), relacionado à moda, porque eu sempre gostei de criar, desenhar”, afirma Cecília.
Assim que chegou de volta ao Brasil, Cecília prosseguiu como e há mais de um ano faz a promoção da cerveja Kaiser figurando seu belo rostinho no calendário, nas campanhas da TV e até nas tampinhas.
Recém chegada, ela também definiu outro setor de sua vida: a mineira se apaixonou pela fala mansa do baiano Luciano e namoram desde então. “Definitivamente foi com aquela conversa mole dele que me conquistou”, afirma Cecília.
Ela conta que não tinha nem uma semana que tinha chegado de Barcelona e foi para um casamento com sua irmã onde o conheceu. Em resposta à brincadeira de que todo casamento é um bom lugar para encontrar um bom partido, Cecília, com olhar de apaixonada, afirma que não estava à procura mas acabou encontrando alguém que ela admira.
“Ele é muito inteligente, sempre quer aprender coisas novas, nunca está satisfeito com o que já sabe. Trabalha pra caramba, é super ocupado e agora está fazendo pós-graduação em engenharia financeira. Então eu fico admirada com gente assim, que nunca se acomoda”.
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E para conquistar o homem que ela admira, ela não fica inventando personagens para agradá-lo mas que é preciso ter jogo de cintura e ser você mesmo. “Se eu tiver que fingir, que mudar alguma coisa pra conquistar alguém, acho que uma hora isso não dá certo. Ser verdadeiro é a melhor opção sempre”, afirma.

Mas quando questionada sobre encarar a cozinha para conquistar um homem pelo estômago, Cecília responde de pronto: “Ah, eu me arrisco! Minha mãe cozinha super bem e eu aprendi com ela muita coisa. Nada muito especial não. Mas eu gosto sempre de fazer alguma coisa, um jantarzinho pra gente”.

É, além de linda, inteligente, estudiosa e dedicada, essa moça também sabe cozinhar… e conquistar corações. Uma mulher prendada! Cecília dá todos os créditos dessas virtudes para seus pais, que são casados há 30 anos e são seu mai5or exemplo. “Eu tenho um exemplo de família muito legal. Sabe aquela família perfeita? É a minha! Adoro meus irmãos. Todo mundo é super bem resolvido, meus pais se amam. E, graças a Deus, é tudo lindo!”.

Em parceria com sua irmã mais velha, Cecília está no corre-corre para lançar sua própria marca de roupas, batizada de Sis., abreviação da palavra Sister, que significa “irmã” em inglês. “Não teremos loja própria, vamos vender em multimarcas por enquanto” e completa que agora vai virar uma empresária da moda. “A coleção já está pronta, a produção já está em andamento. Acho que até o mês que vem a gente faz o primeiro lançamento, tomara que dê certo”, finaliza.
Se você ainda não viu esse lindo rostinho nas campanhas promocionais de grandes marcas, nem teve a sorte de cruzá-la pelas alamedas do Parque do Ibirapuera em suas esporádicas andanças de patins, você pode conferir o Making Of dessa gata.

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Rapidinhas:

Personalidade: “De uma maneira geral, sou tranqüila. Mas quando eu fico brava, eu levo um bom tempo pra voltar ao normal”;
Fora do sério: “Mentira me tira do sério. É o que mais me incomoda”;
Homens: “Pra mim, é um mal necessário. Acho fundamental!”
Apelido de infância: “Magrela. Já fui muito magra, uns 10/15 quilos a menos. Mas o apelido ficou até hoje”;
Coisas boas do inverno: “Dormir! A cama fica quentinha, o melhor lugar!”.

 

Por Janaína de Menegaz e Macedo – São Paulo/SP

 

 

Cecília Starciarini veste:
Vestido – Amarílis
Biquíni – Luis Vuitton
Argola – Morana

Edição 24:
Fotografia: Edison Russo
Assistente: José de Bastos Junior
Produção: Marcella Midani, Hélio Anselmo
Make and Hair: Robson Almeida
Webdesign: Felipe Uchoa
Editorial: Janaína de Menegaz e Macedo

 

A Estância Climática de Campos do Jordão está localizada no Vale do Paraíba e faz fronteira com os municípios de Monteiro Lobato, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, Pindamonhangaba, Piquete e São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos), na Serra da Mantiqueira.

A Serra da Mantiqueira tem uma das cadeias de montanhas mais elevadas do Brasil, sendo o município de Campos do Jordão e entorno o ponto mais alto, chegando a atingir cerca de 2000 metros de altura.

Pela cidade, a população se desloca através dos bondinhos de estilo inglês, conhecidos como Camarão. Charmosos, eles favorecem que as pessoas apreciem as belas paisagens pelos quatro quilômetros existentes entre as vilas Capivari, Jaguaribe e Abernéssia.

Repleta de atrativos naturais, culturais, históricos, de aventura, arquitetônicos… (a lista é grande!) a Serra da Mantiqueira agrega um conjunto de fatores que a transforma num perfeito circuito de inverno. Dentre eles estão o famoso Teleférico do Morro do Elefante, o comércio e o agito noturno de Capivari, a Vila Inglesa, os Museus Felícia Leirner e da Xilogravura, e a Estrada de Ferro.

As festas e festivais são sempre muito badalados – como o famoso Festival de Inverno e a Festa das Cerejeiras em Flor. Além da programação, a arquitetura em estilo germânico e as riquezas naturais como as cachoeiras e montanhas também atraem muitos turistas interessados, ou no aconchego da cidade ou nas suas aventuras.

Nesse último quesito é possível prestigiar essa riqueza natural visitando o Horto Florestal e, além das trilhas e escaladas até a Pedra do Baú.

Estrada de FerroInaugurada em 1914, a Estrada de Ferro foi idealizada com o intuito de servir à população regional que sofria de problemas respiratórios, fazendo seu traslado de Pindamonhangaba até Campos do Jordão, pois o clima Tropical de Altitude é propício para o tratamento dessas doenças.

 

Além do tráfego da população os trens passaram a transportar também frutas e materiais de construção, e hoje serve totalmente ao turismo alavancado pelo seu reconhecimento histórico e arquitetônico, mas principalmente por sua inestimável beleza natural de paisagem exuberante.

Horto FlorestalO Horto Florestal é um dos parques mais bem organizados e com excelente infra-estrutura para o visitante. Com trilhas diversas para conhecer cachoeiras e as belezas naturais de Campos que podem durar de 2 a 5 horas, e com direito a rapel para os mais aventureiros, também é possível se deparar com a onça Suçuarana. Outros aventureiros já preferem conhecer o Horto Florestal sobre duas rodas e levam a bike para um giro pelos mais de 8.000 hectares dessa área preservada.

 

O parque é atraente não só para os atléticos, mas também para os pais que querem apresentar essa biodiversidade para seus filhos. Ali a família pode parar para um piquenique ao som alegre dos pássaros e serem abraçados por uma variedade de plantas e flores coloridas.

Já para aqueles que desejam uma atividade mais leve e rápida, mas sem perder nada desse lugar encantador, pode fazer o passeio pelo trenzinho que circula por entre a floresta e dá uma visão geral desse conjunto natural de belezas e riquezas. O visitante conhece o parque e desfruta de sua beleza sem muito esforço.

Pedra do BaúO Complexo do Baú, formado por Baú, Bauzinho e Ana Chata é um dos picos mais conhecidos do estado de São Paulo por sua impressionante e marcante formação rochosa.

 

É muito visitado por escaladores do Brasil e do mundo, desde iniciantes até os mais treinados, pois possui mais de 50 vias de escaladas esportivas de diferentes níveis de dificuldade.

O percurso mais comum é subir até a Pedra do Baú pela face de Campos do Jordão, mas aqueles que têm fôlego e preparo encaram aproximadamente 8 horas de caminhada começando pela pedra do Bauzinho, subindo até a Pedra do Baú pela face sul, desce pela face norte e ainda vai até Ana Chata cruzando uma gruta e subindo uma trilha difícil com abismos.

Tanto por um trajeto ou por outro, ao se chegar na Pedra do Baú – rocha mais alta do complexo –, o trekker será contemplado com uma vista maravilhosa de 360º da região, avistando os Vales do Baú e de São Bento, além de trechos do Vale do Paraíba e do Sul de Minas.

Campos do Jordão é sempre uma descoberta, e quanto mais você a conhece, mais ela te encanta e te chama toda vez para uma nova visita.

Serviço:
www.camposdojordao.sp.gov.br

Por Janaína de Menegaz e Macedo – São Paulo/SP

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