Publicado por: janamenegaz | 13 jan 2012

Um poema que, assim, me sai…

Um dia como outro qualquer. As vezes penso que poderia ser melhor. Mas às vezes, vejo, que já é melhor do que muita coisa que já tive.

Assim também é a Vida. Ora sofrida, triste, ora calada e afugentada nas masmorras da traição do nosso dia-a-dia…

Mas enfim, o que é a escolha nossa de cada dia? Um fim de tarde qualquer… um beijo na boca e nada mais!

Pois é, assim também é a traição dos nossos sonhos. Por vezes deixamo-nos contentar com pouco, sabendo que é muito para a ocasião, porém vazia para uma lifetime. Quer saber, acho pouco o tesão que me desejas. Acho pouco suas provas de amor… loucuras de uma paixão qualquer. Sem mais, eu me arrependo. De não ter me entregado, ao menos, aos poucos, os pés. Ao menos, aos poucos, as mãos… Para que me beijasse mais e mais. Vazios. Sem fim, mas sem desilusões…

E agora? O que faço com essa pouca mistura de cores que ficou do nosso caminho? O que faço com as targets do mercado, que nem se quer ousaram abrir mão de seus próprios desejos sem fim de superar as metas previamente estabelecidas? O que faço com essa solidão, com esses vazios que ficam entre um e outro. Na hora da morte ou do amor…

Beleza, é sem fins comerciais. Mas vale a pena dizer tudo o que há pra dizer, sem medo de ser estranhamente mal interpretada! Vazios, dilemas. Morte na certa daquela cor que você me viu. E passou…

E agora, José…? A festa acabou, a pizza esfriou, e você me viu passar mas nada falou! Fugas… Fugas de um derradeiro bom tom, e Vinho, claro.

Estava bom? Assim, nesse tom de ironia tudo fica mais quente. Até seus frios desejos de me ver novamente. Mas nunca mais, digo, nunca, mas… Quem sabe talvez? Um dia eu fui forte, forte assim como uma onça corajosa e acovardada pelo medo da loucura. Loucuras? Na cama… Não, não sou assim tão bem entendida. Sou resolvida na sua santidade, casta, pura e cálida… Pode não acreditar, mas que bom, você não experimentou. Quem sabe poderia ter sido… Talvez. Assim, e não de outro jeito.

Fazia tempo. Fazia tempo que não abria meu coração. Não que seja isso, ou certo de seres Tu. Mas abri-lo para o que viesse, uma inspiração qualquer. Um diálogo de francos ou de bêbados, daqueles que você fala o que souber ou vier, quem sabe. Podia ser! Podia.

Quem sabe agora que você viu sua doce viúva soltar-se no altar, e perambular pela casa sem anseios de se sentir segura ou amada, já que agora finda sua doce trajetória de aliançar-se num amor, ou de outro qualquer. Seria, se não fosse outro e sim, Tu.

E agora, José… agora que a festa acaba, que todos vão embora, só te sobrou sua doce namorada. Aquela das festas enfim, sem fim. Aquela das doces madrugadas, das tristes tragadas na doce amargura do ser que habita em mim, em ti, em porém. A estrada é bela! É doce a cor do Paraíso, é puro esse som da trajetória. Não do homem comum, mas daquele que sabe ouvir o canto dos passarinhos, o Cântico dos Cânticos e ainda assim, meio às loucuras e torturas do mundo, ainda sonha em brincar de um ninho amor. Segurar a mão da donzela e subir pelas escadas com som de Uva, com sabor de Caramelo, e segredos do amanhecer… É assim a triste vida que te prometi lá, lá em cima naquele altar de anjos, antes de escolhermos voltar e viver por esta Terra de homens e de francos… tropeços. Tristeza sem fim, meu amor, tristezas. Évora! Evoai, Baco, evoai!

Quem disse que isso um dia teria fim? Teria. Mas não sabes porquê. Eu sei, e sinto muito em não poder te dizer… mas é bom o que há de vir de mim, de nós, em justa dor, em puro amor.

Choro. Mas não de tristeza vem de mim esse pranto, de proeza desse destino que costura nossas entranhas com fios de ouro e flores de Jasmim. E pétalas de rosas, com seu perfume e seus espinhos – os nossos enganos.

Quero, ainda, te dizer mais uma coisa… Saiba dizer Te Amo para mim ao menos uma doce e sutil temperança de amiúde esperança em nossos seres felizes e contentes diante desse altar, dessa amizade… Espero que consiga, mais uma vez, endurecer sua vontade e malear seu nobre coração.

Assim disse o poeta e bravo Che: “Hai que endurecerse, pero perder la ternura, jamás!”.

Fim.

Por Janaína de Menegas e Macedo


Respostas

  1. Como te prometi….. Gostei muito do deu blog! Continue sempre pois o que li realmente é muito bom, BOM MESMO !!!!
    Bom final de semana e foi ótimo te encontrar novamente…
    Marcos Granville


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